*A MediaTek anuncia oficialmente o Dimensity 9600 Pro em 15 de setembro, em Hsinchu, Taiwan. O chip estreia o processo de 2nm da TSMC, técnica de fabricação que reduz o tamanho dos transistores e melhora a eficiência energética. Ao todo, soma mais de 33 bilhões de transistores.
O 9600 Pro chega para disputar o mercado premium com o Exynos 2600, da Samsung. A Qualcomm ainda não tem processador mobile em 2nm, segundo a Android Police.*
O novo processador organiza a CPU em três níveis, no design chamado All Big Core 2+3+3. Dois núcleos Arm C2-Ultra a 4,55GHz cuidam das tarefas mais pesadas; três C2-Pro rodam a 4,35GHz e outros três ficam a 3,1GHz, todos com cache compartilhado de 34,5MB.
A NPU 1090, unidade dedicada à inteligência artificial, ganha 51% mais desempenho no prefill (processamento inicial do texto de entrada) de modelos de linguagem e roda, direto no aparelho, esses modelos com até 30 bilhões de parâmetros. Na GPU G2-Ultra NX, o Dimensity 9600 Pro chega a 185fps em jogos, com 27% mais desempenho de pico. O ganho em ray-tracing, técnica que simula a trajetória da luz, chega a 18% frente à geração anterior.
O chip também estreia suporte a memória LPDDR6 e armazenamento UFS 5.0, tornando-se o primeiro processador mobile compatível com os dois padrões. Ao lado do 9600 Pro, a MediaTek apresenta o Dimensity 9600M, versão intermediária que troca os núcleos C2 por C1 e abre mão do UFS 5.0. Segundo a fabricante, os primeiros smartphones com os dois chips chegam ainda neste trimestre, com a Oppo confirmada como uma das primeiras marcas a adotar o 9600 Pro.
O salto de desempenho aparece nos números do Geekbench 6.4, testes que medem a velocidade do processador em tarefas de um núcleo e de vários ao mesmo tempo. O Dimensity 9600 Pro marca 4.276 pontos no single-core e 12.650 no multi-core, contra 3.666 e 11.014 do Dimensity 9500. Na prática, apps abrem e o sistema mantém várias tarefas abertas sem travar.
A MediaTek também lança o Dimensity 9600M, que troca os núcleos Arm C2 por C1 e deixa de fora o suporte a UFS 5.0. O corte de recursos separa o público que quer o topo de linha do que aceita um chip intermediário com preço menor. A Oppo já confirma que vai usar o Dimensity 9600 Pro em pelo menos um modelo, mas a MediaTek não diz quais outras marcas entram na lista nem quando os celulares aparecem no Brasil.
Ficha técnica
| Item | Especificação |
|---|---|
| Cache | 34,5MB total |
| NPU | NPU 1090, 51% mais performance de prefill de LLM, suporta modelos on-device de até 30 bilhões de parâmetros |
| GPU | G2-Ultra NX, até 185fps, 27% mais performance de pico e 18% de ganho em ray-tracing sobre a geração anterior |
Preço e disponibilidade
| Versão | Preço | Mercado | Disponibilidade |
|---|---|---|---|
| Todas as versões | não informado | — | não informado |
"Não informado": a fonte não deu o valor, e a redação não estima preço para o Brasil.
Vivo e Oppo estrearam a geração anterior
O Dimensity 9600 Pro sucede o Dimensity 9500, chip fabricado em 3nm e lançado pela MediaTek em setembro de 2025. A Vivo levou esse processador para o X300 e a Oppo, para o Find X9 Pro — os dois aparelhos que abriram a geração anterior das marcas no mercado premium. A disputa também passa pela Samsung, que desenvolve chips próprios para a linha topo de gama, mas o setor mudou de eixo.
Chips flagship não competem só em desempenho bruto. IA on-device, modelos de inteligência artificial que rodam direto no aparelho sem depender da nuvem, e jogos em alta taxa de quadros se tornam os diferenciais que os fabricantes destacam a cada lançamento. É nesse cenário que a MediaTek se apresenta como pioneira ao avançar para uma nova técnica de fabricação antes dos concorrentes.
MediaTek aposta em IA nativa no chip
JC Hsu, vice-presidente sênior corporativo da MediaTek e diretor-geral da unidade de comunicações sem fio, resume a aposta da empresa no Dimensity 9600 Pro. “A IA é central na experiência do smartphone, e os aparelhos precisam de mais desempenho, eficiência e inteligência para acompanhar as demandas dos usuários, que evoluem rápido”, diz o executivo, em tradução livre. Hsu liga o discurso direto ao projeto do chip.
“O Dimensity 9600 Pro atende essas demandas com uma arquitetura de IA nativa e melhora desempenho e eficiência energética ao mesmo tempo para entregar experiências de IA agêntica”, afirma Hsu, em tradução livre. A expressão “IA agêntica” descreve sistemas que executam tarefas sozinhos, sem comando a cada passo. A MediaTek ainda não detalha quais aplicativos vão usar esse recurso nos aparelhos com o novo processador.
A MediaTek amplia o alcance do novo processo de fabricação com o Dimensity 9600M, que troca os núcleos Arm C2 por C1 e abre mão do suporte a UFS 5.0. Essa variante leva parte dos ganhos de eficiência do 2nm para aparelhos abaixo da linha premium, sem o mesmo teto de desempenho do modelo Pro. A separação entre as duas versões mostra como a fabricante pretende espalhar a nova tecnologia por diferentes faixas do mercado, antes mesmo de rivais fecharem seus próprios chips em 2nm.
MediaTek não confirma preço nem chegada ao Brasil
- Disponibilidade e data de lançamento no Brasil não informadas
- Nome exato e data do primeiro smartphone com o chip não confirmados
Fontes
- Mediatek dimensity 9600 pro sets new standard for flagship smartphone chipsmediatek.com
- Mediatek dimensity 9600 pro chip9to5google.com
- Mediatek announces dimensity 9600 pro built on 2nm process and arms c2 coresgizmochina.com
- Mediatek dimensity 9600 pro chip takes on samsung beats qualcomm to the 2nm finish lineandroidpolice.com
- Mediatek dimensity 9600 pro now officialyugatech.com



